segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Vigésima Sexta Dose de Pílulas do Livro...

Mas a grande paixão de Carlos Vasconcelos era o amor mais proibido de toda a historia de Portugal ao longo dos séculos.

Sentia-se o interesse com que contava a história de “Inês de Castro e do Príncipe D. Pedro”.

-Segundo a lenda - dizia Carlos - Inês de Castro conheceu D. Pedro nos Paços Reais em Coimbra, onde hoje fica a universidade.
A sua beleza fez com que o Príncipe herdeiro se apaixonasse de imediato.
Inês vivia no Convento de Santa Clara-a-Velha e era nesse local que recebia as cartas proibidas de Pedro.
As difíceis relações entre o reino de Portugal e Castela haviam de originar um final trágico para essa história de amor que permanece até aos dias de hoje.

- Neste momento o nosso amigo Português, franzia a testa, como que se preparando, para contar o desfecho.
- No inicio de Janeiro de mil trezentos e cinqüenta e cinco D. Afonso IV, pai do Príncipe Herdeiro, decide mandar matar Inês de Castro.
Ela é assassinada em sete de Janeiro do mesmo ano, no Paço de Santa Clara.

Passados dois anos, D. Pedro é coroado Rei de Portugal e o seu grande objetivo, foi elevar Inês de Castro a Rainha de Portugal e desafiar toda a eternidade com o grande amor que viveu...

Carlos Vasconcelos era um romântico por excelência...

Decidimos em Setembro viajar para Portugal aproveitando o finalzinho do verão e descansarmos um pouco desta movimentação.
Estávamos a precisar relaxar a tensão provocada por sucessivas e conturbadas questões de sociedade.
No inicio ficaríamos duas semanas em Lisboa e depois regressaríamos o negócio assim o exigia.

Tivemos de regressar antes do previsto.
Problemas no restaurante.
Voltei, conversamos longamente e decidimos separar os negócios.
Tudo foi efetuado da minha parte, com a maior das tranqüilidades e civismo.
Fiquei muito triste com o que estava a acontecer.
O desgaste tinha sido enorme, para todos nós envolvidos neste projeto desde o primeiro dia.
A situação estava bastante tensa, mas controlada, a culpabilidade existia dos dois lados, é difícil errar sozinho, eu reconhecia alguns excessos e atitudes mal tomadas, tudo fiz para que todo o projeto continuasse por tempo indeterminado, mas o destino assim o quis, e a separação foi inevitável.
Que pena, diziam todos os que circulavam ao nosso redor,
Vocês faziam uma equipe de alto nível, afirmavam isso nunca era para acontecer...

O que fazer agora? Perguntava a mim mesmo, mas não obtinha resposta rápida...
Amigos conhecidos e freqüentadores do espaço opinaram sobre as alterações que deveriam acontecer com a maior urgência possível.
Mudanças, claro, mas que tipo de mudanças!

Devo confessar que passei longas noites em claro sem conseguir sequer dormir nem descansar o suficiente. Carla estava preocupadíssima e eu haveria de arranjar uma solução...
Dificuldades existem para as ultrapassarmos, pensava eu, nas longas noites revirando de um lado para o outro. Ouvi muito atenciosamente, um ou dois amigos mais íntimos, a quem devia a maior consideração e atenção, pois sempre foram pessoas de extrema confiança.
A primeira coisa a ser feita, era mudar o nome do restaurante, consultamos algumas empresas de registro de patentes e decidimos por País Tropical.
Assim foi feito...
O nome passaria para “País Tropical”.